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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Resultados da Lei Seca em Alagoas em Encontro sobre Segurança no Trânsito

Encontro de Segurança no Trânsito
Foto: Ascom/Sesau

Representantes do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (DETRAN-AL) participaram nesta quarta-feira (17), do 2º Encontro sobre Segurança no Trânsito, em Maceió (AL). Na oportunidade, governo e sociedade civil discutiram propostas na tentativa de promover um trânsito mais seguro, incentivar as ações educativas e reduzir o número de acidentes.

O DETRAN-AL apresentou um panorama das estatísticas de trânsito e números importantes sobre o impacto da Lei Seca em Alagoas.

Em três meses da operação Lei Seca, completados em 28 de setembro, foram abordados 2246 veículos dos quais 257 condutores recusaram-se a fazer o teste do etilômetro e 32 tiveram resultado positivo no teste realizado, sendo 18 autuados por infração administrativa e 14 presos em flagrante. Neste período, 288 CNH foram recolhidas e 154 veículos foram apreendidos.

A implantação da Lei Seca já apresenta resultados significativos na redução da inadimplência, de acidentes com vítimas e de vítimas, assim como uma economia para o Estado e sociedade na ordem de R$ 7,6 milhões com a redução de custos de acidentes de trânsito e aumento da arrecadação.

Os participantes discutiram ainda, sobre alguns artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e sua aplicabilidade. Outros temas debatidos foram os crimes cometidos no trânsito, o limite de velocidade nas ruas e avenidas, a fiscalização dos veículos e o comportamento dos condutores.

Fonte: DETRAN-AL

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Balada Segura realizada no dia 17 em Passo Fundo (RS)

Etilômetro BAF-300
Na foto, etilômetro BAF-300 na operação Balada Segura.
Foto: Rádio Uirapuru
Na noite desta quarta-feira, 17 de outubro, foi realizada mais uma operação Balada Segura: uma ação em conjunto da Secretaria de Segurança Pública, Núcleo dos Agentes Fiscais de Trânsito, Brigada Militar e DETRAN-RS.

A operação contou com 3 viaturas com 13 agentes fiscais de trânsito, 3 viaturas com 11 policiais militares e uma viatura com dois servidores do DETRAN-RS. Na operação foram abordados 96 veículos e destes, 86 condutores realizaram o teste do etilômetro e foram liberados. Foram constatados apenas três condutores embriagados sendo duas autuações administrativas e um crime em que o condutor foi conduzido à delegacia.

Na noite de quarta-feira foram recolhidas 14 CNHs e entre elas, uma suspensão e uma CNH vencida a mais de 30 dias. Dez condutores se recusaram a realizar o teste e foram autuados, tiveram as CHNs recolhidas e responderão ao processo de suspensão do direito de dirigir aberto automaticamente pelo DETRAN-RS. A operação foi encerrada às 2h e 10min de quinta-feira.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PRF realiza a partir desta madrugada Operação Nossa Senhora Aparecida


A operação tem inicio nesta quinta-feira (11) e vai até às 24h do domingo (14)


Operação Nossa Senhora Aparecida
Foto: Catve/NRC

Começa na primeira hora da quinta-feira (11) e vai até às 24h do domingo (14) a Operação Nossa Senhora Aparecida da Polícia Rodoviária Federal. De acordo com a PRF, a corporação está preparada para atender ao aumento do fluxo de veículos em diversas regiões do Paraná. Para conter os abusos na direção, principalmente aqueles que causam acidentes graves, como ultrapassagens proibidas, excesso de velocidade, ingestão de álcool antes de dirigir, a fiscalização de motocicletas entre outros, a PRF estará operando com viaturas, helicópteros, motocicletas, etilômetros e radares.

Em trechos e horários de maior movimento, haverá um acréscimo de até 50% no efetivo. Haverá também reforço na fiscalização nos dias e horários de menor movimento, já que os acidentes de maior gravidade muitas vezes ocorrem em dias em que o movimento é menor, quando motoristas incautos encontram pistas vazias e abusam da velocidade, das ultrapassagens, entre outras condutas condenáveis.

Para o Superintendente Regional da PRF no Paraná, Inspetor Gilson Luiz Cortiano, "A PRF estará atuando no limite de sua capacidade para promover segurança a todas as pessoas, que utilizarão as Rodovias Federais do Estado, visando possibilitar uma viagem de ida e volta tranquila e segura, porém para se atingir os objetivos propostos, será o comportamento dos motoristas, o respeito às Leis de Trânsito e direito ao próximo, portanto exercendo cidadania".

Fonte: Catve/NRC

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Estudo mostra a eficácia da Lei Seca na redução de acidentes de trânsito no Estado de São Paulo

Blitz Sei Seca
Foto: Fernando Moraes / Veja SP
Estimativas da eficácia da Lei nº 11.705, popularmente conhecida como “lei seca”, foram realizadas considerando a quantidade de motoristas abordados pela fiscalização policial ou o número de vítimas de acidentes de trânsito atendidas em salas de emergência. No entanto, há poucas pesquisas com embasamento científico que mostram de maneira rigorosa e imparcial o impacto dessa lei, que entrou em vigor em junho de 2008.

Antes, os condutores que apresentavam alcoolemia (concentração de álcool no sangue) acima de 0,06 g/dl eram punidos com sanções administrativas e criminais. Porém, estudos apontam que apenas 42,3% dos acidentes de trânsito ocorrem por condutores que apresentaram alcoolemia acima desta concentração, o que levou à diminuição do limite para 0,02 g/dl. Desde então, o condutor que apresenta 0,02 a 0,06 g/dl de álcool no sangue é punido com medidas administrativas (multa e suspensão temporária da carteira de motorista), e o que apresenta concentrações acima disso é punido criminalmente (multa, suspensão da carteira de motorista e prisão de 6 a 36 meses).

Utilizando uma técnica estatística chamada “análise por série temporal”, pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) avaliaram acidentes de trânsito ocorridos na cidade e no Estado de São Paulo, entre janeiro de 2001 e junho de 2010. Tal análise minimiza erros de interpretação causados por fatores externos, como por exemplo, a sazonalidade dos acidentes de trânsito, mais frequentes em períodos de festas e feriados.

O estudo avaliou 1.471.087 casos não fatais e 51.561 casos fatais (acidentes seguidos de morte) em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo. Os dados foram coletados pelo Serviço de Segurança Pública do Estado de São Paulo. No que diz respeito às vitimas fatais, após a lei seca houve uma redução de 16% na capital e de 7,2% nos demais municípios. Já em relação aos acidentes com vítimas não fatais, houve uma redução de 2,3% na capital e 1,8% no restante do Estado.

Deste modo, nota-se que a nova lei foi mais efetiva em reduzir o número de mortes do que o de feridos em acidentes de trânsito. Segundo os autores, este dado sugere que houve um maior impacto nos indivíduos que apresentam um padrão de uso mais pesado e que, consequentemente, provocam acidentes mais graves. É interessante notar que as maiores reduções observadas na capital podem estar relacionadas à fiscalização policial mais reforçada do que nas demais cidades.

Apesar de o presente estudo não considerar se os acidentes de trânsito avaliados envolveram condutores sob efeito do álcool, já que a coleta sistemática desse tipo de informação ainda é escassa em nosso país, ele traz conclusões importantes. Para os pesquisadores, uma vez que o poder aquisitivo dos brasileiros e a frota de automóveis aumentaram consideravelmente entre 2001 e 2010, a redução dos acidentes pela nova lei é mais do que satisfatória. Porém, ainda há problemas na aplicação da mesma, como por exemplo, a agressividade e a recusa dos condutores em se submeter ao teste do bafômetro.

Estudos como este auxiliam na criação de novas medidas para combater os acidentes de trânsito relacionados ao consumo de álcool. As políticas públicas devem ser guiadas por princípios científicos imparciais. É necessário um olhar direcionado ao usuário a fim de conscientizá-lo de que a bebida alcoólica até pode ser consumida; mas de modo que não coloque em risco a integridade física de outras pessoas.


Título original: Reducing the legal blood alcohol concentration limit for driving in developing countries: a time for change? Results and implications derived from a time-series analysis (2001-10) conducted in Brazil
Autores: Andreuccetti G, Carvalho HB, Cherpitel CJ, Ye Y, Ponce JC, Kahn T, Leyton V
Fonte: Addiction 106, 2124–2131; 2011
IF: 4,145

Operação Lei Seca ajuda a diminuir preços dos seguros

Conscientizar a população da importância de nunca dirigir depois de beber é o principal foco da Operação Lei Seca. O trabalho dos agentes de fiscalização e educação, no entanto, gera outros benefícios para a sociedade fluminense. Com menos condutores irresponsáveis nas ruas, o número de acidentes diminuiu drasticamente nos últimos anos. Além de menos mortes e gastos hospitalares, a operação obteve mais um índice positivo: o menor número de colisões registradas fez com que o valor médio dos preços de seguros de automóveis no estado também caísse.

O Rio de Janeiro apresentou uma queda expressiva no número de batidas a partir de 2007. Antes da lei nº 11.705 entrar em vigor, os índices de colisões na Zona Sul, Tijuca e em Niterói eram de 5,52%, 5,48% e 5,78%, respectivamente. Com a nova norma e a criação da Operação Lei Seca, os números caíram significativamente, passando, em quatro anos, para 4,09%, 4,60% e 4,32%, respectivamente. Com menos acidentes, as empresas passaram a gastar menos recuperando carros e, consequentemente, abaixaram seus preços.

– Não vislumbro nenhum outro fator que explique uma queda tão acentuada no número de colisões que não seja a Operação Lei Seca. Se as blitzes não estivessem nas ruas, a situação teria se agravado devido, principalmente, ao grande número de smartphones disponíveis no mercado, outro grande vilão da condução responsável – explica Roberto Santos, vice-presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Infográfico colisões
Clique para ver o infográfico
O cálculo para definir o valor cobrado pela seguradora é complexo. Influenciam no somatório o local onde o motorista reside, sua idade e gênero, a possibilidade de estacionamento protegido e o modelo e marca do veículo. Cerca de 70% do custo reflete o quanto a empresa planeja gastar em peças de reposição, e os 30% restantes são reservados para o custo de mão de obra. Com menos acidentes, ambas as variáveis entram em declínio, ocasionando uma diminuição no preço final ao consumidor e o aumento da quantidade de automóveis resguardados no estado.

– A mudança de comportamento do consumidor gerou uma alteração na postura das empresas. É muito benéfico cobrar menos e conseguir ter mais clientes, por isso sempre apoiamos campanhas e ações que atentam para a responsabilidade do condutor quando se trata da combinação bebida e direção. Até o fim de 2008 eram cerca de 920 mil veículos garantidos por operadoras. Com tarifas mais acessíveis, o estado passou a ter mais de um milhão de veículos segurados – afirma Roberto.

As extensivas operações de fiscalização à noite também podem ajudar a inibir crimes como roubos e furtos de carros, na opinião do especialista. A massiva presença policial na parte do dia em que esses crimes são cometidos com maior frequência desencoraja a atuação de criminosos.

– Mais automóveis rodam hoje com IPVA pago e vistoria realizada, porque as pessoas sabem que isso lhes será cobrado em uma fiscalização. As ruas estão mais tranquilas em vários aspectos – conclui.

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